<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Revista Webdesign</title>
	<atom:link href="http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.revistawebdesign.com.br</link>
	<description>Revista Webdesign</description>
	<lastBuildDate>Mon, 08 Mar 2010 16:55:27 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Entrevista: Perspectivas para o mercado digital</title>
		<link>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/perspectivas-mercado-digital-2010/</link>
		<comments>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/perspectivas-mercado-digital-2010/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 15:48:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Flash]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistawebdesign.com.br/?p=945</guid>
		<description><![CDATA[Além da apresentação dos portfólios de 48 agências digitais de diferentes regiões do país, a edição de março da Webdesign apresenta uma entrevista exclusiva com representantes de associações digitais como ABRADi, ABRADi-RJ e ADBA, no qual são abordados temas como modelos para cobrança de serviços on-line, perfil de profissionais mais requisitados, média salarial, entre outros.
Dando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-946" style="margin: 5px 10px 0px 0px;" title="Cláudio Coelho, presidente da APADi" src="http://www.revistawebdesign.com.br/wp-content/uploads/2010/03/foto_claudio.jpg" alt="Cláudio Coelho" width="138" height="178" />Além da apresentação dos portfólios de 48 agências digitais de diferentes regiões do país, a edição de março da Webdesign apresenta uma entrevista exclusiva com representantes de associações digitais como <a title="Associação Brasileira das Agências Digitais" href="http://www.abradi.com.br" target="_blank">ABRADi</a>, <a title="Associação Carioca das Agências Digitais" href="http://www.abradirj.com.br" target="_blank">ABRADi-RJ</a> e <a title="Associação de Agências Digitais da Bahia" href="http://www.adba.com.br/" target="_blank">ADBA</a>, no qual são abordados temas como modelos para cobrança de serviços on-line, perfil de profissionais mais requisitados, média salarial, entre outros.</p>
<p>Dando continuidade ao assunto, conversamos também com Cláudio Coelho, presidente da <a title="Site da APADi" href="http://www.apadi.com.br" target="_blank">APADi </a>(Associação Paulista das Agências Digitais). Confira o resultado a seguir.</p>
<p><strong>Wd :: Dois mil e duzentos e setenta e cinco. Esse é o número total de agências digitais atuantes no Brasil, segundo o <a title="Censo Digital" href="http://www.slideshare.net/OcaComunicacao/abradi-censo-digital-2009" target="_blank">Censo Digital 2009</a>, realizado pela Associação Brasileira das Agências Digitais. Diante de sua experiência neste segmento, é possível apontar as principais vantagens e desvantagens, em termos técnicos, conceituais e de mão de obra especializada, das agências brasileiras em relação a outros mercados, como o norte-americano e o europeu?</strong></p>
<p><strong>Cláudio :: </strong>No mercado da comunicação tradicional, a criação brasileira tem espaço de destaque no cenário internacional. E isso acontece também na comunicação digital. Em termos técnicos, inovamos na criação, no conceito, mas muitos dos projetos desenvolvidos têm com base algo já executado lá fora. Especialmente projetos baseados em tecnologia Flash, que &#8211; excepcionalmente nesse caso &#8211; nossa escassez de mão de obra é muito grande, se comparada a outros mercados.</p>
<p>No Brasil, nossa mão de obra é muito barata, se comparada a outros mercados (com exceção do programador Flash, bem menos escasso do que lá fora). Outra diferença é a maturidade do mercado em relação à cultura do anunciante em investir em mídia on-line. As empresas de fora destinam, no mínimo, 15% dos investimentos em ações digitais, frente a outros meios.</p>
<p><strong>Wd :: No <a title="Concorrência Digital" href="http://www.concorrenciadigital.com.br" target="_blank">documento </a>sobre concorrência e avaliação de serviços digitais, preparado recentemente pela APADi, são descritos cinco tipos de perfis de parceiros neste segmento: freelancers, microprodutoras, agências de publicidade, fábrica de software e agências digitais. Diante dos critérios utilizados pela associação, quais são as características essenciais que uma empresa deve possuir para ser classificada como uma agência digital?</strong></p>
<p><strong>Cláudio ::</strong> Esse assunto foi muito polemizado e discutido dentro da APADi, sempre com questionamentos sobre quais associados poderiam &#8211; ou não &#8211; ser considerados agências digitais, uma vez que algumas empresas tinham foco no desenvolvimento (criação e/ou tecnologia) e, assim, não passariam de produtoras web, enquanto &#8211; baseado no modelo da publicidade tradicional -  só as que autorizassem mídia seriam consideradas agências digitais.</p>
<p>Assim, em meados de 2009, a APADi fez um projeto o qual estudou todos os serviços prestados por empresas do setor e concluiu que temos dois tipos de agências digitais:</p>
<p>- <em>Agências Especialistas</em>: com especialização e posicionamento em áreas específicas do nosso mercado. Exemplo: Social Media, SEO, SEM, Tecnologia Web, Planejamento, Criação. Normalmente atuam com uma ou duas especialidades;</p>
<p>- <em>Agências Full Service</em>: posicionam-se no atendimento completo ao cliente. Exemplo: agências que fazem planejamento, criação, tecnologia e divulgação de uma ação para o cliente.</p>
<p>E a ABRADi também adotou com seus associados este mesmo conceito.<span id="more-945"></span></p>
<p><strong>Wd :: No início do ano passado, em nossa edição comemorativa de cinco anos de existência, visitamos mais de 30 empresas espalhadas por oito capitais do país, para relatar ideias e visões sobre o mercado digital. Para Michel Lent, da Ogilvy Interactive Brasil, uma das possíveis transformações no modelo de negócios do mercado de comunicação é a descentralização, “o que significará muito dinheiro circulando nas mãos de muitas pessoas, pulverizado em mais atividades”. Em sua opinião, quais são os caminhos necessários para que as agências digitais possam atrair mais verbas na criação e no desenvolvimento de projetos para mídias interativas?</strong></p>
<p><strong>Cláudio ::</strong> Acredito que o caminho seja oferecer para os clientes cada vez mais serviços alinhados à estratégia de negócios dos mesmos, pois é comum que as agências entreguem como produto final somente criação ou tecnologia, por exemplo.</p>
<p>Quando as mesmas mostrarem aos clientes que são capazes de entregar “entendimento a fundo dos seus negócios”, o resultado poderá em muito ser maximizado, deixando essa agência indispensável para tal cliente em novos trabalhos. E isso é possível com o investimento em profissionais que tenham grande know-how em planejamento estratégico.</p>
<p>Outro caminho é agregar valor em serviços atualmente executados de forma básica, como, por exemplo, o monitoramento de marcas nas redes sociais, que normalmente entrega apenas um relatório aos clientes de interações positivas, negativas, neutras e oportunidades.</p>
<p>Com o emprego de profissionais que estudam o comportamento humano (sociólogos, psicólogos etc.), um relatório comportamental dos consumidores de uma marca avaliada pode agregar muito valor a esse serviço.</p>
<p><strong>Wd :: Nesta mesma edição, Lent analisou as perspectivas para os profissionais que pretendem atuar no segmento web. Sobre as oportunidades, ele apontou a grande procura das agências por profissionais especializados, como arquitetos de informação, gerentes de projetos e planejadores de mídia. Para 2010, quais são os cargos e as funções que podem apresentar boas oportunidades para os profissionais de internet? E quais são os requisitos que as agências devem utilizar para buscar e reter os melhores talentos na área?</strong></p>
<p><strong>Cláudio :: </strong>Como os profissionais do nosso mercado são relativamente escassos, os mesmos citados pelo Michel continuarão em alta. Mas, devido à ascensão dos serviços relacionados a mídias sociais, acredito que muitas oportunidades serão geradas para profissionais que estudem o comportamento das pessoas, como sociólogos e psicólogos. Além destes, blogueiros, redatores e websurfers serão muito bem-vindos.</p>
<p>Mas eu não poderia deixar de citar o nosso tão sonhado e escasso programador Flash, em especial, pelo constante crescimento do uso da banda larga no Brasil &#8211; que propicia cada vez mais projetos interativos com uso de recursos dinâmicos, incluindo animações, realidade aumentada, inteligência artificial, dentre outros. Aposto que, além de uma boa remuneração, o desenvolvimento de projetos inovadores seja um fator importante para atrair e reter os bons profissionais.</p>
<p><strong>Wd :: Ainda sobre o campo profissional, por ser uma área relativamente nova, as empresas encontram certas dificuldades na hora de criar um plano de cargos e salários que seja justo e adequado à realidade do mercado brasileiro. Quais são as dicas que a associação procura passar para seus associados em relação a este assunto?</strong></p>
<p><strong>Cláudio :: </strong>Ainda estamos um passo atrás neste assunto, tratando especificamente sobre o regime de contratação e seus custos para as agências digitais. Como nosso mercado é pouco consolidado, é possível que muitas aquisições, fusões ou aportes de investidores sejam realizados. Mas, para isso, uma boa governança corporativa se faz necessário &#8211; requisito básico, aliás -, além da legalização de todos os profissionais no regime CLT.</p>
<p>Mas, devido à elevada carga tributária, a APADI tem avaliado novos modelos de contratação, especialmente com base no mercado de TI. Por isso, qualquer que seja nossa proposta de contratação, há necessidade de estudos e avaliações que ficam sob a responsabilidade de nossa área jurídica.</p>
<p><strong>Wd :: Uma das questões que ainda causa muita discussão nesta área envolve a forma para se determinar o valor a ser cobrado na prestação de um determinado serviço digital. Em maio de 2008, publicamos um especial sobre o assunto e três modelos de cálculos foram citados: homem-hora, comissão de mídia (em cima do percentual de mídia cobrado pelo cliente) e fee sobre resultado (agência ganha um percentual ou prêmio atrelado a metas do projeto). Atualmente, quais seriam os formatos mais adequados para que as agências digitais possam adotar um modelo ideal na hora de cobrar pela produção de seus projetos?</strong></p>
<p><strong>Cláudio :: </strong>Acredito que o modelo ideal tenha de ter um mix dos modelos citados. Independente da configuração, uma coisa é certa: o custo de uma operação sempre tem de ser recuperado. Pois, se isso não acontece, cada vez mais as agências se degradam com custos “tampa-buracos”, que num momento resolvem finanças, mas depois diminuem a qualidade dos projetos entregues aos clientes. Dependendo do porte da agência e do risco de cada operação, penso em duas situações:</p>
<p>- <em>Modelo com divisão de riscos e resultados</em>: um fee mensal que banque os custos fixos da equipe alocada + um % do resultado apurado pelo cliente + comissão variável de mídia, de acordo com o resultado alcançado; e</p>
<p>- <em>Modelo fixo com % de mídia variável</em>: um fee mensal com valor objetivado pela agência + comissão variável de mídia de acordo com o resultado alcançado, baseado em um % mínimo e máximo.</p>
<p><strong>Wd :: Para finalizar, quais foram as principais realizações já conquistadas pela associação? E quais são os projetos para o ano de 2010?</strong></p>
<p><strong>Cláudio :: </strong>O ano de 2009 foi um ano para reestruturação da entidade. Trabalhamos forte na captação de novos associados, iniciando com 17 agências e fechando o ano com 40 (atualmente, somos em 46 associados). Instituímos um grupo de trabalho semanal para o desenvolvimento de projetos. Colaboramos com a fundação da ABRADi. Desenvolvemos a pesquisa sobre agências digitais no Estado de São Paulo, chegando ao número de 830 agências, avaliamos serviços mais relevantes e estimamos o faturamento de R$ 405 milhões.</p>
<p>Lançamos o documento de concorrência e avaliação, o qual, em 2010, trabalharemos forte na divulgação. Estudamos e formatamos os dois tipos de agências digitais (Especialistas e Full Service), lançamos o Webinformation com dois cursos na área de e-commerce e estabelecemos parcerias com empresas como IBOPE, Impacta, SENAC, Jet, Dinamize, Datadrome &#8211; gerando benefícios exclusivos para os associados.</p>
<p>Para 2010, entre março e abril, esperamos contratar um diretor executivo para tocar a associação. O primeiro projeto que já está em curso é o desenvolvimento da tabela de preços APADi. Também deveremos aumentar os temas do Webinformation e iniciaremos o estudo de um grande evento para o mercado, dentre outros projetos que estão sendo planejados.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/perspectivas-mercado-digital-2010/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Luli Radfahrer: Caixas pretas</title>
		<link>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/artigo-luli-marco/</link>
		<comments>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/artigo-luli-marco/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 15:35:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistawebdesign.com.br/?p=939</guid>
		<description><![CDATA[*No mês de março, com a circulação da edição especial &#8220;Catálogo Portfólio&#8221;, estamos publicando os artigos dos nossos quatro colunistas no site da revista.
Luli Radfahrer é PhD em Comunicação Digital, já dirigiu a divisão de internet de algumas das maiores agências de propaganda e portais do Brasil. Hoje é professor-doutor da ECAUSP e consultor independente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: xx-small;"><img class="alignright size-full wp-image-940" style="margin: 5px 0px 0px 20px;" title="Luli Radfahrer, colunista da Webdesign" src="http://www.revistawebdesign.com.br/wp-content/uploads/2010/03/foto_luli.jpg" alt="Luli Radfahrer, colunista da Webdesign" width="137" height="210" />*No mês de março, com a circulação da edição especial &#8220;Catálogo Portfólio&#8221;, estamos publicando os artigos dos nossos quatro colunistas no site da revista.</span></strong></p>
<p><em><strong><span style="font-size: xx-small;">Luli Radfahrer</span></strong><span style="font-size: xx-small;"> é PhD em Comunicação Digital, já dirigiu a divisão de internet de algumas das maiores agências de propaganda e portais do Brasil. Hoje é professor-doutor da ECAUSP e consultor independente, com clientes no Brasil, Estados Unidos e Oriente Médio. Autor do livro ‘Design/Web/Design:2’, posta textos semanais sobre criatividade, design de interfaces e inovação em seu <a title="Blog do Luli" href="http://www.luli.com.br" target="_blank">blog</a>.</span></em></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>Caixas pretas</strong></span></p>
<p>Imagine que você precise escrever um contrato de prestação de serviços. O que você faria? A resposta politicamente correta é fácil: contrataria um advogado, explicaria a situação, ouviria sua opinião com o respeito que se tem perante um especialista e pagaria seus honorários sem questioná-los, afinal seu trabalho é importante e seu conhecimento, resultado de vários anos de estudo. Esta é, repito, a resposta correta.</p>
<p>A verdadeira está mais para fazer uma busca no Google por modelos de contratos, pegar o primeiro que achar pela frente sem se preocupar muito com quem o escreveu, se é adequado (ou mesmo atualizado), adaptar o texto para as necessidades do momento e seguir adiante, se esquecendo rapidamente que um dia precisou de um contrato.</p>
<p>O modelo baixado da rede, se estivesse passável, seria reutilizado sempre que fosse necessário. Mesmo quem tem acesso a um advogado &#8211; na família, entre amigos, na empresa &#8211; procura ter o serviço de graça (afinal, é só um contrato, coisa que esses caras fazem diariamente) ou pechincha o máximo que puder, até porque é difícil entender que aquele amontoado de palavras burocráticas possa custar tão caro. Uma visita profissional não melhora a situação: aquele pessoal engravatado, cheio de diplomas, falando termos incompreensíveis e sentado atrás de mesas pesadas em escritórios de paredes escuras e móveis antigos causa desconfiança.<span id="more-939"></span></p>
<p>Imagine que uma parte da sua casa precise de uma reforma. O que você faria? A resposta politicamente correta é fácil: contrataria um arquiteto, explicaria a situação, ouviria sua opinião com o respeito que se tem perante um especialista e pagaria por seu projeto sem questioná-lo, afinal seu trabalho é importante e seu conhecimento, resultado de vários anos de estudo.</p>
<p>Isso é o que deveria ser feito. O que acontece está mais para chamar o primeiro pedreiro ou faz-tudo que achar pela frente, resolver logo o problema, ignorar as advertências que isso pode gerar complicações posteriores e seguir adiante. Caso o serviço estivesse passável, o cartão seria guardado para qualquer emergência posterior.</p>
<p>Mesmo quem tem acesso a um arquiteto &#8211; na família, entre amigos, no prédio &#8211; procura ter o serviço de graça (afinal, é só uma reforminha, coisa que esses caras fazem diariamente) ou pechincha o máximo que puder, até porque é difícil entender que aquele amontoado de rabiscos possa custar tão caro. Uma visita profissional não melhora a situação: quem paga pelos óculos e roupas daquele pessoal arrumadinho, cheio de prêmios, com seus móveis de design e ambientes limpos, iluminados e arejados?</p>
<p>Imagine que você está com uma dorzinha ali na altura da cintura.  O que você faria? A resposta politicamente correta é fácil: visitaria um médico, explicaria a situação, ouviria sua opinião com o respeito que se tem perante um especialista e pagaria a consulta sem questioná-la, afinal saúde é fundamental e seu conhecimento, resultado de vários anos de estudo. Isso é o que manda o bom senso.</p>
<p>A realidade está mais para perguntar ao Dr. Google o que ele acha, tomar o primeiro analgésico de que ouvir falar, sem se preocupar muito se quem o indicou tem algum conhecimento médico, se o medicamento é adequado para seu biotipo (ou mesmo se está no prazo de validade), adaptar a dosagem para as necessidades do momento e seguir adiante, se esquecendo rapidamente do incômodo. Se a dor for embora ou ficar reduzida a algo encarável, o remédio será guardado no fundo de uma gaveta qualquer e reutilizado sempre que for necessário.</p>
<p>Mesmo quem tem acesso a um médico &#8211; na família, entre amigos, na empresa, no convênio, no serviço público &#8211; procura ter o serviço de graça (afinal, é só um diagnosticozinho, nada grave, coisa que esses caras fazem diariamente) ou pechincha o máximo que puder, já que é difícil entender que uma consulta rápida e um punhado de exames possam custar tão caro. A ida a um consultório não melhora a situação: aquele pessoal de jaleco branco, cheio de diplomas, falando termos incompreensíveis e sentado atrás de mesas com pesos de papéis esquisitos em clínicas de decoração duvidosa sempre fala as mesmas coisas que sua avó dizia: que você deve moderar na alimentação, no trabalho, fazer esportes, dormir bem. Legal, mas daí quem trabalha?</p>
<p>Imagine que seu cliente precise fazer uma identidade visual para uma empresa nova que criou. O que ele faria? A resposta politicamente correta é fácil: contrataria um designer, explicaria a situação, ouviria sua opinião com o respeito que se tem perante um especialista e pagaria seus honorários sem questioná-los, afinal seu trabalho é importante e seu conhecimento, resultado de vários anos de estudo. Nem em Amsterdam essa resposta é levada a sério.</p>
<p>A dura realidade é que ele faz uma busca no Google por modelos de logos, pega o primeiro que achar pela frente, sem se preocupar muito com quem o fez, se é adequado (ou se não está datado) e segue adiante, se esquecendo que um dia precisou de design. Na melhor das hipóteses, contrata um micreiro para quebrar um galho.</p>
<p>Mesmo quem tem acesso a designers ou diretores de arte &#8211; na família, entre amigos, na empresa &#8211; procura ter o serviço de graça (afinal, é só um logozinho, coisa que esses caras fazem diariamente) ou pechincha o máximo que puder, já que é difícil entender que aquele desenhinho sem-vergonha possa custar tão caro. Uma visita profissional não melhora a situação: aquele pessoal com roupas esquisitas, mesas com bonequinhos e fones de ouvidos ligados a computadores tão cheios de adesivos que parecem skates não pode ser levado a sério.</p>
<p>Quem pretende ser respeitado precisa saber comunicar o valor do seu trabalho. Um bom caminho pode estar em reconhecer no trabalho de outras categorias profissionais pistas para se mostrar a importância do que faz. Pois se a internet torna tanta gente descuidada com relação a coisas tão importantes quanto a lei, a saúde e a casa em que vive, o que dizer de uma comunicação em uma língua que tão poucos falam?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/artigo-luli-marco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Carolina Vigna-Marú: Águas de março</title>
		<link>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/artigo-carol-marco/</link>
		<comments>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/artigo-carol-marco/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 15:19:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[vigna-maru]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistawebdesign.com.br/?p=935</guid>
		<description><![CDATA[*No mês de março, com a circulação da edição especial &#8220;Catálogo Portfólio&#8221;, estamos publicando os artigos dos nossos quatro colunistas no site da revista.
Carolina Vigna-Marú é designer e ilustradora das antigas, do tipo que raspou fotolito com gilette e fez separação de cores no papel vegetal, mas que não é saudosista e acha tecnologia o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: xx-small;"><img class="alignleft size-full wp-image-936" style="margin: 5px 10px 0px 0px;" title="Carolina Vigna-Marú, colunista da Webdesign" src="http://www.revistawebdesign.com.br/wp-content/uploads/2010/03/foto_carol.jpg" alt="Carolina Vigna-Marú, colunista da Webdesign" width="138" height="209" />*No mês de março, com a circulação da edição especial &#8220;Catálogo Portfólio&#8221;, estamos publicando os artigos dos nossos quatro colunistas no site da revista.</span></strong></p>
<p><em><strong><span style="font-size: xx-small;">Carolina Vigna-Marú</span></strong><span style="font-size: xx-small;"> é designer e ilustradora das antigas, do tipo que raspou fotolito com gilette e fez separação de cores no papel vegetal, mas que não é saudosista e acha tecnologia o máximo. Trabalhou com multimídia e foi SysOp de BBS. Desenvolve sites desde 1996, especializando-se em CMS e em SEO com tableless e CSS. Começou em uma editora pequena em 1982 e nunca mais parou. Gosta muito de ilustração vetorial, mas não dispensa um bom papel e lápis. Fotógrafa amadora e apaixonada por tudo que é gráfico.</span></em></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>Águas de março</strong></span></p>
<p>Todas as crenças, de certa maneira, buscaram na água os seus ritos de passagem e momentos de transição. Para alguns, a água é purificadora, para outros é ligada à morte e às vezes a vidas futuras. Da água nascemos, por ela morremos. Alimenta a Terra, mata a sede dos seres vivos, afoga, constrói e destrói e nela navegamos.</p>
<p>De uma forma geral, independente da cultura, a água era considerada a fonte de vida primordial. No século XVIII, com o surgimento da ciência experimental, a água passa a ser incolor, insípida e inodora. A água não é mais um elemento, é apenas três átomos, H2O. Talvez este distanciamento emocional explique o que leva a humanidade a poluir o elemento que a mantém viva.</p>
<p>A Tailândia homenageia a deusa da água, Phra Mae Khongkha, durante o festival Loy Krathong, que acontece no final da temporada de monções. Milhares de pessoas iluminam os rios e canais com velas, oferecem flores e acendem incensos. É um simbolismo de amor.</p>
<p>Em inúmeras tradições, o peixe, fruto das águas, é um ícone de revelação, sabedoria e santidade. Quando o cristianismo surgiu, o símbolo de Cristo era um peixe. Na tradição cristã, a água é um elemento purificante. Até a saliva aparece na Bíblia, curando os olhos de um cego. Curiosamente, o elemento da extrema-unção é o óleo, que não se mistura com a água.<span id="more-935"></span></p>
<p>No islamismo, os fiéis só podem fazer as suas cinco orações diárias depois de um ritual de lavagem do corpo com água limpa, chamado “wudu”, e os mortos recebem três banhos que os prepara para a nova vida espiritual.</p>
<p>A transmutação da água é uma simbologia tão forte que se repete inúmeras vezes. No Egito, Moisés faz um gesto e transforma água em sangue. Foi um choque, consideraram uma violência. Séculos depois, Jesus Cristo transforma água em vinho. E depois, antes de ser crucificado, o vinho se torna sangue sagrado.<br />
É na água que Narciso vê sua imagem refletida. Ou seja, a água pode ser também uma prisão do Ego.</p>
<p>No Brasil, Iemanjá é uma divindade muito venerada, até mesmo por pessoas não-praticantes do Candomblé ou Umbanda. Todo réveillon vemos levas de pessoas jogando flores ao mar para Iemanjá, independente de sua religião. Ela é também um símbolo de fecundidade e rege a maternidade. Na África era cultuada pelos egbá, nação Iorubá da região próxima ao rio Yemojá. Em rituais de Umbanda, banhos de cachoeira, rio ou mar lavam desafetos e infortúnios.</p>
<p>Já para os índios Bororo, da região do Mato Grosso, a água é o mediador entre os irreconciliáveis Céu e Terra. Não podemos pensar em água sem falar da Lavagem do Bonfim, que acontece em Salvador na segunda quinta-feira depois do Dia de Reis, em janeiro. Temos também muitos mitos ligados à água &#8211; como o Boto, o Caboclo-d&#8217;água, Alamoa, Iara, e Boiúna &#8211; que ainda perduram em algumas regiões do país.</p>
<p>Na mitologia grega, o Oceano é tão antigo quanto o mundo e por isso é sempre representado como um velho. Vários ícones repetem este conceito. Os nomes mais comuns da “mitologia aquática” são Netuno, Proteu, Tritão e Tetis. Netuno é geralmente representado nu, com uma longa barba e com um tridente na mão, com o qual ele poderia, a seu bel prazer, provocar terremotos e maremotos. Proteu guardava o rebanho de Netuno, isto é, os peixes. Como pagamento pelo trabalho, Netuno deu-lhe o conhecimento do passado, do presente e do futuro.</p>
<p>A água assume também uma face erótica-mortal com as sereias, que com seu canto atraem os inocentes homens para o fundo das águas.</p>
<p>A cidade asteca de Tenochtitlán (onde hoje é a cidade do México) tinha um sistema complexo e extremamente eficaz de aquedutos. Outra que impressiona é Roma, com suas fontes termais e um sistema hidráulico dos tempos de César que ainda funcionam.</p>
<p>Quando os espanhóis chegaram à América e encontraram os índios, a estranheza foi mútua. Os europeus questionavam se os nativos tinham alma e estes, por sua vez, mergulhavam os espanhóis na água para descobrir do que eram feitos.</p>
<p>Para o taoísmo e para a acupuntura, os meridianos de nosso corpo são como caminhos de água na Terra e dependem de não haver qualquer bloqueio para fluírem. Esse movimento energético (falando de modo simplista) no corpo é conhecido como “chi” e é usado também em artes marciais, como o Tai Chi Chuan e o Aikidô.</p>
<p>O mito do dilúvio, que encontramos entre todos os povos, é a água dos céus e da terra que renova a humanidade nem que seja no tapa. É o símbolo do retorno a um passado romântico, o famoso “no meu tempo era melhor”.</p>
<p>A literatura, então, deita e rola com os simbolismos da água. De <em>Lusíadas </em>a <em>Vinte mil léguas submarinas</em> passando por <em>Vidas secas</em>, o elemento água se torna importante inclusive na narração de histórias.</p>
<p>Curiosamente, a iconografia moderna de água não utiliza mitos e sempre reproduz algum tipo de onda ou pingo. Ou seja, o movimento tornou-se mais importante do que o elemento. Esta mudança de entendimento da água faz todo sentido se pensarmos que somos seres pós-industriais e vivemos em uma época de valorização do conhecimento e da informação que são, por natureza, voláteis e móveis.</p>
<p>A internet, por exemplo, é entendida como um meio fluido, líquido. Prova disso é que usamos um navegador e somos internautas (ou, em inglês, surfistas).</p>
<p>Hoje falamos de fluxo de informação, design fluido, acessibilidade (não-bloqueio, chi), e redes sem limites definidos. Vivemos a água em movimento e refletimos esta fluidez em nosso cotidiano. É natural, portanto, que a imagem do mito-ícone, estática e dependente de contexto, assuma uma importância menor. Vivemos um tempo em que o conteúdo, volátil e etéreo, é mais importante do que seu suporte. Vivemos um tempo em que a onda sonora é mais importante do que a matéria (mp3 versus CDs). E por falar em música, como fã incondicional de Tom Jobim, termino fechando o verão.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/artigo-carol-marco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Julius Wiedemann: A arte de perder o controle</title>
		<link>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/artigo-julius-marco/</link>
		<comments>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/artigo-julius-marco/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 15:02:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Wikipedia]]></category>
		<category><![CDATA[YouTube]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistawebdesign.com.br/?p=932</guid>
		<description><![CDATA[*No mês de março, com a circulação da edição especial &#8220;Catálogo Portfólio&#8221;, estamos publicando os artigos dos nossos quatro colunistas no site da revista.
Julius Wiedemann nasceu e cresceu no Brasil, onde estudou Design e Marketing (sem terminar) até que teve a oportunidade de ir para o Japão. Trabalhou como designer de revistas e jornais até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: xx-small;"><img class="alignright size-full wp-image-933" style="margin: 5px 0px 0px 20px; " title="Julius Wiedemann, colunista da Webdesign" src="http://www.revistawebdesign.com.br/wp-content/uploads/2010/03/foto_julius.jpg" alt="Julius Wiedemann, colunista da Webdesign" width="137" height="208" />*No mês de março, com a circulação da edição especial &#8220;Catálogo Portfólio&#8221;, estamos publicando os artigos dos nossos quatro colunistas no site da revista.</span></strong></p>
<p><em><strong><span style="font-size: xx-small;">Julius Wiedemann</span></strong><span style="font-size: xx-small;"> nasceu e cresceu no Brasil, onde estudou Design e Marketing (sem terminar) até que teve a oportunidade de ir para o Japão. Trabalhou como designer de revistas e jornais até se tornar editor de arte e posteriormente editor) de uma editora japonesa. Em 2001, a editora alemã <a title="TASCHEN" href="http://www.taschen.com" target="_blank">TASCHEN</a> o contratou para ser o editor responsável pelas áreas de design e pop culture. Por lá, desenvolve o programa de títulos nas áreas de propaganda, graphic design, web, animação etc.</span></em></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>A arte de perder o controle</strong></span></p>
<p>Perca o controle, ganhe a mundo. Se você não pensar assim, não só vai entender como as novas formas de comunicação funcionam, mas poderá também descobrir um mar de oportunidades de obter informações valiosas, de maneira genuína.</p>
<p>Alguns dos principais pilares das empresas são certamente os processos e os controles de tudo que faz parte de suas operações: de compras a recursos humanos, da produção a logística, da comunicação ao planejamento.</p>
<p>Não deixa de ser irônico que as mais modernas tecnologias estão obrigando as empresas a repensarem a forma de ver como os novos modelos de comunicação funcionam, muitas vezes, num sistema que para funcionar necessita de total ou parcial perda dos mecanismos de controle justamente em certas áreas de controle.</p>
<p>Quando o assunto é informação, a questão é séria. O livro Wikinomics oferece uma quantidade grande de exemplos valiosos de como empresas estão começando a dividir e a abrir seus canais de comunicação para poderem inovar de forma mais rápida. Poderia se dizer que muitos controles já foram perdidos há bastante tempo com o fim do monopólio dos meios de distribuição de conteúdo.<span id="more-932"></span></p>
<p>Hoje, todos somos consumidores, produtores e distribuidores de informação ao mesmo tempo. Com celulares na mão e conexões de internet cada vez mais à nossa disposição, estamos chegando próximo de um fluxo de informação “real time”. Mas fazer esse “mind shift” pode não ser nada fácil para empresas onde tudo até então funcionou com uma lógica inversa, de controle absoluto.</p>
<p>Se olharmos para muitos dos sucessos da internet nos últimos anos, vamos ver que esse fluxo livre de informação é um dos principais fatores contribuintes para o desenvolvimento do mercado “digital”. Neste cenário, o YouTube é um clássico! Capitalizando na democratização da banda larga pelo mundo todo, eles montaram um site relativamente simples, que permitia que qualquer pessoa desse o upload de vídeos, sem o controle sobre o conteúdo, que seria feito através de denúncias dos próprios usuários e minimamente pela própria equipe.</p>
<p>Isso permitiu que as pessoas se sentissem muito mais livres para usar o site e o resultado já faz parte da história da internet. Como não pode ter tudo sempre, o YouTube também passou a enfrentar enormes problemas legais relacionados com os direitos autorais do material colocado por lá, mas já tinha crescido tanto, e em tão pouco tempo, que passou a exercer um poder enorme sobre uma nova forma de se ver filmes e vídeos.</p>
<p>Recentemente, no Brasil, a AgênciaClick criou um projeto de um carro para a Fiat com diversos inputs de consumidores. A ideia era uma genuína troca de informação com os consumidores a fim de criar um carro melhor, que demandava trabalho também por parte desses potenciais compradores. O compromisso da empresa fica com o lançamento do produto. A ausência dele poderia deixar a empresa sem credibilidade e por isso ela também fica “obrigada” a ir até o final. Mais uma vez o autocontrole é exercido de maneira saudável.</p>
<p>Eu mesmo sou afetado todos os dias por essa liberdade de informação. Leitores de todo o mundo, que compram os livros que eu edito, postam diariamente comentários em blogs, nos sites de compras, no Twitter e em grupos de discussão. Isso me obriga a fazer um trabalho cada dia melhor, pensar cada vez mais no meu leitor e entender que, se eu quiser que alguém compre um livro meu, eu não estarei fazendo isso para mim, e sim para os leitores. Além disso, me força a ter a humildade de ter que ler comentários genuínos, positivos e negativos, sobre o que eu faço. Pode ser duro, mas é certamente uma maneira excelente de gerar eficiência, qualidade e um autocontrole.</p>
<p>Sistemas híbridos, como a Wikipédia, também são sempre um bom exemplo de um meio termo, ou seja, uma não completa ausência de controle e um mínimo necessário para se manter uma qualidade alta de serviço.</p>
<p>Não me parece exagero dizer que estamos caminhando para uma democracia (em algumas partes do mundo) cada vez mais forte, com o poder realmente retornando para as mãos dos cidadãos. Em países onde o uso da internet está restrito a certos setores e censurado em outros, eu tenho certeza que o futuro vai ser sombrio, com consequências sérias na capacidade de inovação.</p>
<p>A não possibilidade de trocar, produzir e contestar com liberdade será o maior desafio ao crescimento no futuro. A absorção e a apropriação do novo têm que passar por um constante questionamento. As consequências do aprisionamento da informação podem ser devastadores, como já vimos com o fim do comunismo e em diversas ditaduras.</p>
<p>Isso não é uma tentativa de incentivar a abolição de todas as regras e normas. Muito pelo contrário. Elas nos darão sempre alguma segurança. A ideia é estarmos preparados para uma mudança constante nas regras do jogo. A única constante é exatamente a mudança. Eu morei na Alemanha quase seis anos, continuo trabalhando para uma empresa alemã (a <a title="TASCHEN" href="http://www.taschen.com" target="_blank">www.taschen.com</a>) e sei o quanto processos são importantes. Foi lá que eu aprendi sobre performance e qualidade.</p>
<p>Como mencionei antes, esse novo fluxo livre de informação é, de certa forma, uma nova maneira de um “autocontrole”, exercida agora por uma quantidade maior de pessoas e instituições. Por isso, trabalho hoje de maneira completamente remota. Perca também o medo de abraçar essa ideia e você poderá encontrar um futuro surpreendente.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/artigo-julius-marco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>René de Paula Jr.: O chapéu da Carmen Miranda</title>
		<link>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/artigo-rene-de-paula-marco/</link>
		<comments>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/artigo-rene-de-paula-marco/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 14:23:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[Flash]]></category>
		<category><![CDATA[google]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistawebdesign.com.br/?p=929</guid>
		<description><![CDATA[*No mês de março, com a circulação da edição especial &#8220;Catálogo Portfólio&#8221;, estamos publicando os artigos dos nossos quatro colunistas no site da revista.
René de Paula Jr. é User Experience Evangelist da Microsoft Brasil. É profissional de internet desde 1996, passou pelas maiores agências e empresas do país: Wunderman, AlmapBBDO, AgênciaClick, Banco Real ABN AMRO. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: xx-small;"><img class="alignleft size-full wp-image-930" style="margin: 5px 10px 0px 0px;" title="René de Paula Jr., colunista da Webdesign" src="http://www.revistawebdesign.com.br/wp-content/uploads/2010/03/foto_rene.jpg" alt="René de Paula Jr." width="136" height="208" />*No mês de março, com a circulação da edição especial &#8220;Catálogo Portfólio&#8221;, estamos publicando os artigos dos nossos quatro colunistas no site da revista.</span></strong></p>
<p><em><strong><span style="font-size: xx-small;">René de Paula Jr.</span></strong><span style="font-size: xx-small;"> é User Experience Evangelist da Microsoft Brasil. É profissional de internet desde 1996, passou pelas maiores agências e empresas do país: Wunderman, AlmapBBDO, AgênciaClick, Banco Real ABN AMRO. É criador da “usina.com”, portal focado no mundo on-line, e do “<a title="Radinho de Pilha" href="http://www.radinhodepilha.com" target="_blank">radinho de pilha</a>”, comunidade de profissionais da área.</span></em></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>O chapéu da Carmen Miranda</strong></span></p>
<p>Well, na hora de escolher esse título aí eu tinha inúmeras questões dilacerantes que vou morrer sem desvendar. Por exemplo: os mambos coreanos no celular ou os efeitos cretinos nas webcams ou o nome dos esmaltes de unha ou as estampas alucinógenas dos vestidos de  verão ou&#8230;</p>
<p>Quem criou essas pérolas da cultura mundial? Seja lá quem for, fez estrago. Pra uma geração inteira lá fora, brasileiras viviam daquele jeito, equilibrando um luau na cabeça enquanto requebravam os quadris. Pra quem nunca ouviu salsa (gente sortuda), aquela cacofonia nos ringtones fica valendo como legítima tradição caribenha.</p>
<p>Quando eu olho em torno de mim (em torno de verdade, não no Twitter ou Slideshares ou eventos cool) o que eu mais vejo é internet Carmen Miranda. Mesmo hoje, mesmo 15 anos depois da internet aterrissar no Brasil, ainda tem gente desfilando sites mirabolantes que só param em pé com muita cola, arame e barbante (Puxa, rimei sem querer. Dava samba).</p>
<p>Nada contra fruteiras, nada contra luxo. Meu problema é o lixo. E um dos problemas de nascença da internet é que o lixo não é bio-(ou bit)degradável, pelo contrário: lixo on-line vai se multiplicando como erva-daninha, daquelas que quanto mais você arranca mais forte ela cresce.</p>
<p>(Estou fugindo do tema. Comecei falando de sites e acabei desviando para conteúdo, web 2.0 etc. Foco, René, foco.)<span id="more-929"></span></p>
<p>Vou contar uma historinha infelizmente real: um conhecido meu queria levar sua família para passar momentos especiais num lugar idem. Procurou na internet e acabou achando um site encantador: música, animações, fotos caprichadas de um lugar maravilhoso. Entrou em contato, pagou um adiantamento, botou mulher, filho e cachorro no carro e foram para lá animadíssimos.</p>
<p>Para resumir: o quarto disponível era diferente do quarto no site e a decepção foi gigante. O stress gerado maior ainda. E por que o site mostrava uma coisa diferente da realidade? Propaganda enganosa? Não. O site havia sido feito graciosamente por alguém que, graciosamente, sumira do mapa. Sem o gracioso autor do site-fruteira (e sem o código-fonte, .fla etc.) aquela belíssima salada de frutas estava congelada para sempre, provocando desentendimentos e frustrações e desserviços pra todo mundo.</p>
<p>Qual foi o problema aqui? A opção tecnológica? O uso de rich media? Não necessariamente. O drama, a meu ver, é como muito profissional vende seus servicos digitais. Quer um site? Tá aqui. Tchau.</p>
<p>Para quem vende assim a vida continua: o que não falta é cliente completamente desavisado e sem nenhuma, mas nenhuma vontade de entender o que está comprando. O cara compra um site como quem compra um home theater: não sabe escolher, precisa do técnico para ligar tudo e depois não sabe mudar mais nada.</p>
<p>Outra historinha: ontem estava eu conversando com uma amiga e me ofereci para divulgar seu trabalho. Ela me deu um punhado de folhetos (bonitinhos, por sinal) e eu vim para empresa pensando em quem contatar primeiro. Logo depois vem um e-mail urgentíssimo dela me pedindo para segurar os folhetos: ela esquecera que o site estava desatualizado e preferia esperar até que o seu conhecido-que-faz-sites publicasse a versão nova.</p>
<p>Veja só você: para ela foi mais fácil atualizar um folheto impresso do que atualizar seu site. Uma contradição tremenda, não? Então <img src='http://www.revistawebdesign.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Ok, ela podia ter um blog. Está pensando nisso, aliás. Eu tenho cá comigo que blogs são um sucesso porque o que havia antes era um fiasco. Blog não é a oitava maravilha de nada, mas pelo menos é só escrever e apertar um botão. Zero curva de aprendizado, zero necessidade de se entender xongas. Comparado com fazer uma pagineta pessoal (HTML, FTP etc.), isso foi uma redenção. O mesmo vale para soluções tipo Drupal, dotnetnuke etc.: para quem já tem um host é só clicar num botão e pronto, já está tudo instalado.</p>
<p>Essas inovações melhoraram o cenário? Para alguns sim, mas nas duas histórias que contei acima não. Blog seria simples demais e esquisito demais para os dois cenários. Essa amiga que mencionei falou uma pérola: blog parece um rolo de papel higiênico que a gente vai desenrolando. Um CMS, então&#8230; Nem se fala: uma nave espacial para quem queria um mini cooper.</p>
<p>Quinze anos se passaram e ainda temos um gap fatal em termos de web: para quem quer um site simples e bonito, mas que seja fácil de atualizar não existe nada. Um monte de gente por aí precisando de canivete suíço e o que existe ou é faca de pão ou motoserra. E essa falta de solução para leigos é a solução de vida para muita gente fazendo site-pizza por aí. O cara entrega e sai correndo.</p>
<p>Ok, ok, quem se importa com a padaria da esquina ou o site da professora de pilatis? Isso não tem glamour nenhum. Chique é fazer site de grandes marcas, chique é participar de concursos bacanas. Mas façam a conta: quantas padarias e professoras e pequenos negócios existem por aí? Zilhões. Quantas grandes marcas? Algumas. E uma das revoluções que o Google fez foi criar uma plataforma de publicidade para arraia-miúda, para uma galera que nunca sonhara em anunciar na internet, para uma multidão que jamais teria como contratar um publicitário.</p>
<p>Falta alguém inventar um jeito legal e simples e acessível de colocar as pessoas e os negócios na internet sem deixar um abacaxi no colo (ou no chapéu) do infeliz. Falta alguém pensar em uma nova maneira de prestar serviços web. Enquanto isso não acontece, mais e mais clientes potenciais vão partir direto para os Nings da vida ou para páginas no Facebook e misturar isso tudo com Orkut e Live Messenger. E vão ser mais felizes do que são hoje. Ou você tem algo melhor a oferecer?</p>
<p>Tomara que sim. Senão, logo logo você vai ter que mudar de ramo. Ou rebolar muito, com ou sem frutas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/artigo-rene-de-paula-marco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entrevista: Negócios à vista</title>
		<link>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/entrevista-negocios-a-vista/</link>
		<comments>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/entrevista-negocios-a-vista/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 14:01:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[scrum]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistawebdesign.com.br/?p=924</guid>
		<description><![CDATA[Como destacamos no especial de capa da edição deste mês, as micro e pequenas empresas (MPEs) representam 98% das empresas em atividade no Brasil, sendo responsáveis por 67% da ocupação profissional.
Os dados são do Sebrae-SP e ressaltam ainda a necessidade de uma presença digital mais efetiva pela web: você sabia que 80% dessas empresas não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-925" style="margin: 5px 0px 0px 20px; " title="Pequenas empresas na web" src="http://www.revistawebdesign.com.br/wp-content/uploads/2010/02/pequenas_empresas.jpg" alt="Pequenas empresas na web" width="180" height="266" />Como destacamos no especial de capa da edição deste mês, as micro e pequenas empresas (MPEs) representam 98% das empresas em atividade no Brasil, sendo responsáveis por 67% da ocupação profissional.</p>
<p>Os dados são do Sebrae-SP e ressaltam ainda a necessidade de uma presença digital mais efetiva pela web: você sabia que <a title="Estudo do Sebrae-SP" href="http://www.sebraesp.com.br/node/6803" target="_blank">80% dessas empresas</a> não possuem sequer um site?</p>
<p>A seguir, publicamos uma entrevista com André Lima-Cardoso, diretor de operações da <a title="Infobase" href="http://www.infobase.com.br" target="_blank">Infobase</a>, que analisa algumas questões essenciais para atrair os investimentos deste público para internet.</p>
<p><strong>Wd :: Levando-se em consideração o cenário citado acima, quais são os principais obstáculos no momento de atrair os investimentos das MPEs em ações/campanhas pela web?</strong></p>
<p><strong>André :: </strong>O principal desafio ainda é montar uma estratégia com ROI positivo. É comum vermos agências e profissionais que se atém exclusivamente às questões estéticas e desconsideram o propósito real de uma iniciativa na web, que é potencializar o negócio.</p>
<p>Seja com a diminuição de custos operacionais ou com o aumento de receita mesmo que de forma indireta, o objetivo é bem claro e não pode ser perdido de vista: investimento em internet tem que trazer dinheiro. Não existem interpretações ou questões românticas sobre esse ponto. Ainda mais para empresas pequenas que já são suficientemente mal tratadas pelas dificuldades de se conduzir um negócio no Brasil.</p>
<p>Atualmente, com a ascensão das redes sociais, uma nova cesta de ofertas está no mercado. Diversos &#8220;especialistas&#8221; prometem resultados inatingíveis, avaliados por métricas subjetivas e assim como nos demais casos da TI, fica difícil provar que os investimentos se justificam.</p>
<p>O pequeno e médio empresário precisa se cercar de pragmatismo e não se deixar levar pela emoção ao contratar um projeto web e, por outro lado, não pode mais negligenciar um mundo com tantas alternativas para seu negócio.<span id="more-924"></span></p>
<p><strong>Wd :: Hoje, é imprescindível que agências digitais e profissionais freelancers possuam, dentro de sua estrutura de trabalho, mecanismos para mensurar e auferir os resultados dos projetos desenvolvidos, para que se possa justificar o valor do investimento feito. Em seu cotidiano profissional, como você procura trabalhar esta questão?</strong></p>
<p><strong>André ::</strong> Gosto muito de aplicar o <a title="Termo no Wikipédia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Balanced_scorecard" target="_blank">Balanced Score Card</a> e criar um mapa estratégico específico para internet. Neste processo, desenvolvemos objetivos para aumento de receita e diminuição de custos operacionais sob as perspectivas das finanças propriamente ditas, dos clientes, da operação e de aprendizagem, criando uma relação entre eles.</p>
<p>Tais objetivos são desdobradas de duas formas: 1) nos projetos e subprojetos que desenvolveremos; e 2) em metas específicas e mensuráveis. Dessa forma, podemos visualizar juntos o retorno de cada iniciativa e assim distribuí-la em uma linha de tempo priorizando o valor que tais ações agregam ao negócio do cliente.</p>
<p>A adoção do Scrum, como metodologia de desenvolvimento, melhorou bastante nosso processo de trabalho, pois nos permitiu conciliar uma abordagem estratégica de direcionamento a um formato de entrega que funciona exatamente com a mesma mentalidade.</p>
<p><strong>Wd :: Voltando a falar sobre outros resultados do estudo do Sebrae-SP, ele traz boas notícias também, pois revela um significativo crescimento no uso das ferramentas de tecnologia de informação por parte deste segmento: 75% possuem computador e 71% acessam a internet na gestão de suas atividades. Pela sua experiência, quais são os desafios para a construção de um planejamento estratégico de comunicação digital direcionado para micros e pequenas empresas?</strong><br />
<strong><br />
André ::</strong> Não é muito diferente do que acontece em uma grande empresa, pois são todas regidas pelo capitalismo e suas leis universais. Entretanto, é necessário obedecer algumas peculiaridades. Muitas vezes, existe necessidade de demonstrar o retorno sobre o capital investido com maior velocidade em função de um lastro menor para suportar grandes períodos de espera. Outro ponto importante é que uma grande empresa convive com certa obrigação de possuir uma estrutura web ao menos razoável, o que não acontece com o mercado de MPEs.</p>
<p><strong>Wd :: Sobre as estratégias de abordagem e prospecção de clientes neste nicho de mercado, existe um modelo ideal na hora de atender/conversar/negociar com este segmento?</strong></p>
<p><strong>André :: </strong>Não existem modelos ideais para praticamente nada em relação aos negócios, fundamentalmente porque negócios são uma atividade humana e, portanto, funcionam sob a mesma imprevisibilidade que nós.</p>
<p>Porém, é possível observar determinadas tendências que podem ser fundamentais na hora de negociar. Como na maior parte dos casos não existe um processo departamentalizado de compras, as decisões são tomadas por um número menor de pessoas. Além disso, a escolha costuma levar em conta um número menor de critérios técnicos e normalmente existem menos questões políticas norteando o processo.</p>
<p>Em função dessas características, a decisão costuma ser bastante pessoal e compete com alternativas que não têm relação nenhuma com a empresa. Já vi o dono de uma empresa que faturava quase 50 milhões de reais por mês optar por não comprar um projeto em um determinado período, pois estava construindo uma casa e queria fazer uma retirada maior no fim do ano. A compra se concretizou apenas depois da virada de seu ano fiscal, época em que ele dividia o resultado operacional com seus dois sócio-investidores.</p>
<p><strong>Wd :: Estudo feito pela <a title="Associação Paulista das Agências Digitais" href="http://www.apadi.com.br" target="_blank">APADi</a>, no final de 2009, aponta que a maior demanda de contratos na região de São Paulo envolvia a criação e o desenvolvimento de sites e hotsites, seguido por programação, criação e manutenção de redes sociais e campanhas on-line. Quais são os tipos de serviços mais adequados e indicados que as agências digitais e os profissionais freelancers possam oferecer para as MPEs?</strong></p>
<p><strong>André ::</strong> Entendo que um site, ao menos institucional, é fundamental e vejo uma enorme onda de iniciativas desta natureza nos próximos anos. Outra forte tendência, em minha opinião, é a de que haja uma boa gama de projetos em redes sociais, pois neste caso a agência pode estruturar, realizar determinadas tarefas e deixar que pessoas da empresa cliente cuidem de outras ações, uma vez que várias atividades em redes sociais podem ser desempenhadas com bastante sucesso tendo apenas um conhecimento básico de tecnologia.</p>
<p>Para administrar uma conta no Twitter, por exemplo, o mais importante é ter conhecimento do próprio negócio e isso sócios de MPEs costumam ter de sobra. O fundamental, neste caso, é que haja a assessoria de uma agência digital a fim de garantir que haja uma mensagem uniforme, aderência das ações ao negócio e evolução sempre que necessário.<br />
<strong><br />
Wd :: <a title="Página no Twitter" href="http://twitter.com/tacosewraps" target="_blank">Tacos&amp;Wraps</a>, <a title="Página no Twitter" href="http://twitter.com/ChezBonbon" target="_blank">Chez Bonbon</a> e <a title="Farinha Pura" href="http://twitter.com/farinhapura" target="_blank">Farinha Pura</a> são alguns dos exemplos de como pequenas/médias empresas podem utilizar, de forma criativa, as diversas ferramentas disponíveis para comunicação pela web. Diante desse cenário, quais são os principais desafios na hora de tornar acessível a criatividade e o conhecimento de agências digitais e profissionais freelancers em projetos com baixo orçamento disponível?</strong></p>
<p><strong>André ::</strong> O maior desafio é tomar a decisão de fazer o mais eficiente ao invés do mais interessante ou divertido, levando em consideração, claro, o que a palavra eficiente quer dizer para o comprador do projeto.</p>
<p>Geeks e amantes de tecnologia em geral estão acostumados a se apaixonar por suas ideias e estão quase sempre propensos a testar novas tecnologias. Entretanto, muitas vezes o conservadorismo de pequenos e médios negócios não permite erros e quando estes acontecem, condenam as iniciativas tecnológicas à morte.</p>
<p><strong>Wd :: Na edição de novembro de 2008, quando apresentamos um especial sobre o que pensam os clientes que investem na internet, um dos pontos negativos observados nas agências digitais brasileiras seria a falta de capacidade de planejamento e de cumprir os prazos acordados. Como reverter este cenário para que se possa garantir a segurança do cliente no investimento de ações estratégicas de comunicação pela internet?</strong></p>
<p><strong>André :: </strong>Em qualquer negócio, independentemente do tamanho, natureza ou formato, a disciplina é fator preponderante para o sucesso. A adoção real do bom e velho ciclo PDCA (<em>Plan-Do-Control-Act</em>), que voltou a ganhar força com o Scrum, é a maneira mais simples de garantir que, se necessário, as rotas serão reajustadas antes de comprometer seriamente uma iniciativa.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/entrevista-negocios-a-vista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pesquisa da Webdesign: Resultado do sorteio!</title>
		<link>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/pesquisa-da-webdesign-resultado-do-sorteio/</link>
		<comments>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/pesquisa-da-webdesign-resultado-do-sorteio/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 18:52:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luanna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[promocao]]></category>
		<category><![CDATA[sorteio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistawebdesign.com.br/?p=912</guid>
		<description><![CDATA[Em 2010, a Webdesign comemora seu sétimo ano de existência no mercado editorial brasileiro, mas está ficando cada vez mais nova e atualizada, através da participação ativa de sua comunidade!
Após contarmos com a colaboração de mais de 2 mil leitores, respondendo a pesquisa sobre a reformulação gráfica e editorial da revista, fizemos o sorteio para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2010, a Webdesign comemora seu sétimo ano de existência no mercado editorial brasileiro, mas está ficando cada vez mais nova e atualizada, através da participação ativa de sua comunidade!</p>
<p>Após contarmos com a colaboração de mais de 2 mil leitores, respondendo a pesquisa sobre a reformulação gráfica e editorial da revista, fizemos o sorteio para contemplar um deles com uma cortesia de 6 meses de assinatura.</p>
<p>Utilizamos a ferramenta <a href="http://www.random.org/">random.org</a>, bastante conhecida para fazer sorteios pela <img class="alignleft" style="margin: 5px 10px 0px 0px;" title="Resultado da promoção" src="http://www.arteccom.com.br/vencedor_webdesign.jpg" alt="" width="390" height="149" />internet. Quem faturou o prêmio foi o leitor <strong>Bruno de Araújo Ávila</strong>!</p>
<p>Agradecemos a todos pelas ótimas contribuições na pesquisa. Em breve, teremos novidades. Aguardem! <img src='http://www.revistawebdesign.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/pesquisa-da-webdesign-resultado-do-sorteio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Anote em sua agenda!</title>
		<link>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/eventos_web-fevereiro/</link>
		<comments>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/eventos_web-fevereiro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 18:23:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>
		<category><![CDATA[palestra]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistawebdesign.com.br/?p=903</guid>
		<description><![CDATA[Passado o período de folia carnavalesca, chegou a hora de colocar a agenda profissional em dia, principalmente quando falamos sobre a importância do networking.
A partir da próxima semana, já estão programados diversos eventos focados na apresentação das últimas novidades e com ótimas oportunidades para a troca de conhecimentos sobre o mercado web.
A primeira boa pedida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.calendario2010.org/"><img class="alignright size-full wp-image-904" style="margin: 5px 0px 0px 20px;" title="Calendario on-line de 2010" src="http://www.revistawebdesign.com.br/wp-content/uploads/2010/02/calendario_2010.jpg" alt="Confira o calendario de 2010" width="250" height="195" /></a>Passado o período de folia carnavalesca, chegou a hora de colocar a agenda profissional em dia, principalmente quando falamos sobre a importância do networking.</p>
<p>A partir da próxima semana, já estão programados diversos eventos focados na apresentação das últimas novidades e com ótimas oportunidades para a troca de conhecimentos sobre o mercado web.</p>
<p>A primeira boa pedida vem do Instituto Infnet, no Rio de Janeiro. Nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro acontecem as palestras “<em>Photoshop Inspiration</em>”, “<em>Mini-curso de Portfólio Digital em Flash</em>” e “<em>Portfólio, uma questão de necessidade!</em>”, respectivamente. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no <a title="Infnet" href="http://www.infnet.edu.br/Home/Eventos/CiclodePalestraseMiniCursos/EventosemDesignDigital/tabid/256/Default.aspx" target="_blank">site do Instituto</a>.</p>
<p>Já o Grupo Impacta realiza, no dia 27/02, em São Paulo, a palestra gratuita “<em>Conhecendo o Adobe Flex Builder 3, Adobe LiveCycle DS e Adobe AIR</em>”. Mais informações podem ser obtidas no <a title="Impacta" href="http://www.impacta.com.br/eventos/palestras-gratuitas.php" target="_blank">site do Grupo</a>.</p>
<p>No início de março, divulgaremos mais novidades da agenda sobre os eventos focados no segmento digital. Quem souber de outras atividades interessantes rolando pelas diversas regiões do país, é só compartilhar a notícia através dos comentários.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/eventos_web-fevereiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quem sabe faz a hora &#8211; Parte IV: tu-dus</title>
		<link>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/quem-sabe-faz-a-hora-parte-iv/</link>
		<comments>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/quem-sabe-faz-a-hora-parte-iv/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 14:45:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[getting real]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistawebdesign.com.br/?p=899</guid>
		<description><![CDATA[Aproveitando o ritmo contagiante de Carnaval que começa a se espalhar pelas cidades do país, ganhamos estímulo para retomar a série “Quem sabe faz a hora”, que procura destacar o trabalho de profissionais empreendedores no mercado digital brasileiro.
A seguir, vamos conhecer mais detalhes sobre a criação e o desenvolvimento do tu-dus, um aplicativo on-line útil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-900" style="margin: 5px 10px 0px 0px;" title="tu-dus" src="http://www.revistawebdesign.com.br/wp-content/uploads/2010/02/tudus.jpg" alt="tu-dus" width="250" height="187" />Aproveitando o ritmo contagiante de Carnaval que começa a se espalhar pelas cidades do país, ganhamos estímulo para retomar a série “Quem sabe faz a hora”, que procura destacar o trabalho de profissionais empreendedores no mercado digital brasileiro.</p>
<p>A seguir, vamos conhecer mais detalhes sobre a criação e o desenvolvimento do <strong><a title="tu-dus" href="http://tu-dus.com/" target="_blank">tu-dus</a></strong>, um aplicativo on-line útil para quem precisa organizar suas tarefas do dia-a-dia. Com a palavra, um dos criadores da ferramenta, <strong><a title="Portfólio Éber" href="http://www.eberfdias.com/blog/" target="_blank">Éber Freitas</a></strong>:</p>
<p><strong>Wd :: Como surgiu a ideia de criar este projeto e quais são os seus objetivos?</strong></p>
<p><strong>Éber :: </strong>O tu-dus nasceu de uma real necessidade que eu e uma amiga tínhamos de nos organizar em nossos ambientes de trabalho. Depois de testar diversos sistemas de organização e listas de tarefas espalhados pela net, descobrimos que o que a gente precisava era algo simples e expansível. Foi assim que surgiu o projeto.</p>
<p>O nosso objetivo é ajudar na organização de qualquer informação que você queira guardar da maneira como você quiser, sem impor muitos limites nem filosofias de organização pré-definidas, mas possibilitar a aplicação de qualquer uma delas ou nenhuma delas.</p>
<p><strong>Wd :: Quais recursos/investimentos foram necessários para colocá-lo no ar?</strong></p>
<p><strong>Éber :: </strong>O principal investimento neste projeto foi o nosso tempo. Tempo para conceber o sistema e implementá-lo. Financeiramente este é um projeto que praticamente não nos gera custo algum. Colocá-lo no ar foi extremamente barato, por isso nós mesmos pagamos por tudo desde o início.<span id="more-899"></span></p>
<p><strong>Wd :: Quais foram os conceitos e as tecnologias utilizadas para a criação e o desenvolvimento do projeto?</strong></p>
<p><strong>Éber ::</strong> Na época em que criamos o tu-dus, eu havia acabado de ler o livro <a title="Versão em português" href="https://gettingreal.37signals.com/GR_por.php" target="_blank">&#8220;Getting Real&#8221;</a>, da 37signals. Muito da filosofia deste livro foi aplicada no projeto.</p>
<p>Buscamos fazer algo extremamente simples e enxuto, possibilitando um maior poder naquilo que pode ser executado dentro do aplicativo.</p>
<p>Tecnologicamente falando, o &#8220;server-side&#8221; foi feito em PHP com o auxílio do framework CakePHP. Já o &#8220;client-side&#8221; foi feito com a ajuda do jQuery entre outros plugins para este framework.</p>
<p><strong>Wd :: Quais diferenciais vocês acreditam que podem torná-lo reconhecido pelo mercado?</strong></p>
<p><strong>Éber ::</strong> O grande diferencial do tu-dus é que ele é básico, extremamente simples. É uma ferramenta que não possui nenhuma curva de aprendizado e que você pode usar naturalmente, como uma extensão daquilo que você já faz fora do PC ou em outras ferramentas.</p>
<p>Ele é totalmente agnóstico no sentido de que não te impõe nenhuma forma de organização pré-definida, como o &#8220;Getting Things Done&#8221;, mas ao mesmo tempo te possibilita a aplicação dele ou de qualquer outro método.</p>
<p><strong>Wd :: Que tipo de retorno vocês esperam ter com este projeto?</strong></p>
<p><strong>Éber :: </strong>Tudo o que nós queremos é que as pessoas usem a ferramenta. Ela foi feita para suprir uma necessidade nossa e o fato de outras pessoas utilizarem o tu-dus de forma que ele faça sentido às suas necessidades nos satisfaz. Também gostamos muito de receber e-mails de nossos usuários com elogios, criticas e sugestões.</p>
<p>No futuro, pensamos em lançar uma nova versão com a mesma simplicidade, mas com mais características interessantes. Assim, o feedback do usuário é muito importante para fazermos as mudanças e melhorias corretas!</p>
<p><strong><em>Outros destaques desta série:</em></strong></p>
<p><a title="Zuinn" href="http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/quem-sabe-faz-a-hora-parte-iii/" target="_blank">- Quem sabe faz a hora &#8211; Parte III: Ortografa</a></p>
<p><a title="Zuinn" href="http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/quem-sabe-faz-a-hora-parte-ii/" target="_blank">- Quem sabe faz a hora &#8211; Parte II: Zuinn</a></p>
<p><a title="Logolícia" href="http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/quem-sabe-faz-a-hora-parte-i/" target="_blank">- Quem sabe faz a hora &#8211; Parte I: Logolícia</a></p>
<p><strong>Observação:</strong><br />
<em>Lembramos que a proposta desta série é ir além de entrevistas sobre novos projetos na web nacional. Após a publicação de cada uma delas, pedimos que vocês postem seus comentários e suas dúvidas para que este bate-papo virtual continue e assim possamos conhecer mais sobre o que se passa pela cabeça dos empreendedores digitais brasileiros. Além disso, não deixem de enviar sugestões para os próximos projetos que vocês gostariam de ver analisados neste espaço. Participe!</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/quem-sabe-faz-a-hora-parte-iv/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nativos vs. imigrantes digitais: o atual conflito virtual na publicidade</title>
		<link>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/nativos-imigrantes-digitais/</link>
		<comments>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/nativos-imigrantes-digitais/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 14:25:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistawebdesign.com.br/?p=893</guid>
		<description><![CDATA[De cara já falo que sou um “Nativo Digital”. Mas o que é isso? Nasci e cresci em uma geração que tem em seu interior a cultura virtual desde sua infância até os dias atuais. Com três anos, ganhei minha primeira televisão, com cinco meu primeiro videogame e com 12 meu primeiro computador, um Pentium [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_894" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-894" title="Leonardo Rios" src="http://www.revistawebdesign.com.br/wp-content/uploads/2010/01/leonardo_rios.jpg" alt="Leonardo Rios" width="200" height="150" /><p class="wp-caption-text">Artigo de Leonardo Rios</p></div>
<p>De cara já falo que sou um “<em>Nativo Digital</em>”. Mas o que é isso? Nasci e cresci em uma geração que tem em seu interior a cultura virtual desde sua infância até os dias atuais. Com três anos, ganhei minha primeira televisão, com cinco meu primeiro videogame e com 12 meu primeiro computador, um Pentium 166 com 4GB de HD: top de linha na época.</p>
<p>Esses são os “<em>nativos digitais</em>”: aqueles que nasceram a partir dos anos 80 e acompanharam uma evolução tecnológica completamente acelerada, com mudanças enormes em curtíssimos períodos de tempo e inserida em uma linguagem nova, onde o teclado e o mouse são os maiores acompanhantes durante todos os dias. Pen-drivers então? Essas são indispensáveis. Já vêm até na lista de material escolar.<span id="more-893"></span></p>
<p>Trabalhamos, estudamos e nos divertimos na frente de uma tela, conectados à internet. E se ela “cair”, ficamos completamente perdidos, sem saber como fazer nada. Somos verdadeiros dependentes, tendo o Brasil 64,5 milhões de usuários que passam em média 25% do seu tempo na rede.</p>
<p>Em contrapartida, lidamos com uma geração que precede a nossa, onde, salvo exceções, são leigos em assuntos virtuais, ou seja, não “falam nossa língua”. Esses são os “<em>Imigrantes Digitais</em>”. Tudo é mais difícil, desde descobrir funcionalidades de um novo programa de computador, até entender o porquê é importante estar na internet, seja como forma de pesquisa ou de divulgação de seus negócios e empresas. E é aí que começa o conflito.</p>
<p>Como em todo tipo de migração, aprender a nova língua &#8211; e seus costumes &#8211; é algo difícil e demorado. Twitter, Flickr, Facebook, MySpace, Plurk, Widget, LastFM, Orkut, Delicious, Blog, Flashmob, Hotsite e outros milhares de termos são complicados de se familiarizar. E entender os benefícios que eles podem trazer para uma marca é algo mais complicado ainda.</p>
<p>Em sua grande maioria, presidentes, diretores e donos de empresa são esses imigrantes. Vieram da geração televisão e ainda não entendem que, atualmente, ela é só uma companheira em todos os lares. Fazendo uma comparação grosseira, ela é um rádio com imagens, que ligamos para não nos sentirmos sozinho enquanto navegamos pela internet. Por serem dessa geração, continuam investindo a maioria da sua verba publicitária nestes veículos do passado, apesar de saber que necessitam estar de alguma maneira na web. Eles só não entendem como e quem procurar para instruí-los nessas horas.</p>
<p>Nesse momento, aparece outra grande questão colocada pela grande maioria destes imigrantes: por que uma campanha on-line não custa R$1.000,00? Parece-me algo tão simples&#8230; Bastam meus produtos ali, alguns cliques e pronto. Está ótimo! E foi ao longo dessas conversas e reuniões que cheguei a uma conclusão da qual tenho certeza ser a maior responsável por essa percepção sobre a web: a intangibilidade de uma campanha digital. Como pagar caro por algo intangível, que não possui matéria-prima (na teoria) e não se vê nas ruas, bancas de jornal e televisão?</p>
<p>É nessa hora que eu explico a complexidade que envolve uma estratégia digital acertada. Para que se obtenha resultado em qualquer segmento, você precisa ter o melhor nas mãos. E esse melhor sempre tem um custo um pouco mais alto. Para desenvolver um simples site, uma agência passa por uma série de etapas que vou resumir abaixo:</p>
<p>Reunião com Cliente &gt; Briefing &gt; Brainstorm Criativo &gt; Planejamento de Mídia &gt; Levantamento de Custos &gt; Elaboração de Proposta Comercial Personalizada &gt; Reunião de Entrega Comercial &gt; Elaboração de Contrato &gt; Elaboração de Layout &gt; Programação em Diversas Linguagens &gt; Mudanças do Cliente &gt; Depuração de Bugs &gt; Entrega Final &gt; Relatório de Mensuração de Resultados. Isso sem contar na capacidade criativa, pois boas ideias são imensuráveis, não possuem um preço determinado.</p>
<p>Vendo tudo isso, dá para imaginar quantos profissionais estão envolvidos no processo, não é? Em um simples projeto, temos pelo menos duas pessoas focadas no atendimento, um trio de criação contendo um Designer, um Programador e um Redator, um Diretor de Criação, Departamento Jurídico e Financeiro e um profissional de planejamento&#8230;</p>
<p>Isso sem contar com custos fixos e depreciação de materiais caros e máquinas de última geração para suportar os melhores programas da atualidade, o que faz com que tenhamos que mudar 90% da estrutura maquinaria da empresa a cada dois anos no máximo. E isso é o básico. Projetos de maior complexidade envolvem diferentes linguagens de programação, interações e &#8220;aplicabilidades&#8221;: PHP, ASP.net, AS 3.0, Java, Ruby on Rails, entre outras.</p>
<p>Felizmente, pesquisas mostram uma grande evolução nesta área, com uma perspectiva alta da internet ultrapassar outros meios de comunicação devendo se tornar o principal veículo publicitário em menos de três anos na Europa.</p>
<p>Por aqui, ela ainda é responsável por somente 4% do investimento publicitário, sendo a métrica de mensuração de resultados uma das maiores responsáveis pela desconfiança dos investidores, pois ainda não entendem como o calculo é feito e os resultados são atingidos.</p>
<p>Dentre em breve, nativos e não nativos digitais estarão cada vez mais juntos e com a mesma maneira de pensar, descobrindo milhares de novas possibilidades e utilidades para a maior rede do mundo. E esta é a maior notícia que nosso mercado pode ter, provando a importância de profissionais cada vez mais qualificados e soluções cada vez mais criativas.</p>
<p><strong>Por Leonardo Rios<br />
<em>Bacharel em Propaganda e Publicidade, com ênfase em Marketing, pela Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro (ESPM), pós-graduado em Gestão de Design pela ESPM-RJ e sócio da <a title="Zign" href="http://www.zign.com.br" target="_blank">Zign Marketing Digital </a>.</em></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/nativos-imigrantes-digitais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
