Não encontrar o que procura em um site e se deparar com problemas de navegação são alguns dos principais obstáculos enfrentados pelos usuários de diferentes localidades quando tentam realizar compras em ambientes de comércio eletrônico.
Esses dados fazem parte de um levantamento feito, durante os meses de abril e junho de 2009, pela empresa de consultoria iPerceptions, e revelam a importância de se incluir sempre as boas práticas de usabilidade na criação de projetos digitais e interativos.
Este tema, inclusive, é o especial de capa da edição de janeiro da Webdesign. Dando continuidade ao assunto, conversamos com Frederick van Amstel, criador do blog Usabilidoido e co-fundador do Instituto Faber-Ludens. Confira, a seguir, o resultado deste bate-papo.
Wd :: Dos conceitos tradicionais formulados nos primórdios da internet comercial por especialistas como Steve Krug, “nada importante deve estar a mais de dois cliques de distância”, e Jakob Nielsen, “o conteúdo é o rei”, o que ainda podemos considerar válido, o que foi transformado e o que caiu em desuso, em sua opinião?
Fred :: Jakob Nielsen e Steve Krug ficaram famosos na época em que a bolha econômica da internet estava estourando. Ninguém sabia bem porque os negócios não estavam dando certo.
Nielsen e Krug argumentaram que o problema era na interface com o usuário. Apresentaram uma série de critérios e regras de usabilidade que substituíam qualquer reflexão mais complexa acerca do design destas interfaces. Bastava seguir suas recomendações e tudo estava resolvido.
Muitos desenvolvedores foram seduzidos pelo messianismo da usabilidade e tomaram as recomendações como dogmas. Era mais fácil acreditar no discurso simplista da usabilidade do que encarar a complexidade do design. Hoje, podemos notar um retorno ao interesse pelo design, não como um mero aspecto visual, mas como o balanceamento dos múltiplos aspectos de um produto, incluindo a própria usabilidade.
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